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Jairo Bispo fica a frente da Associação Brasileira de Radiofusão Comunitária da Bahia, para o período de 2013 a 2016

O deputado estadual Zé Neto (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Al-Ba), participou, na tarde desta quinta-feira (19/12/2013), da cerimônia de posse da nova diretoria da Associação Brasileira de Radiofusão Comunitária da Bahia (Abraço/Ba), realizada no auditório da Al-Ba. O evento contou com a presença do Secretário Estadual da Comunicação, Robinson Almeida, prefeitos, secretários de comunicações de diversos municípios e gestores de rádios comunitárias na Bahia.

Para Zé Neto, que acompanha a luta das rádios comunitárias (Radcom) há quase 15 anos, as Radcom desempenha um papel relevante na sociedade, colaborando para a democratização da comunicação. “Esse encontro não se trata apenas de uma posse de diretoria, mas sim da retomada da mobilização das rádios comunitárias na Bahia. Movimento que tem papel fundamental na democratização da informação e na interlocução entre a sociedade e o poder público”, destacou o deputado.

Na oportunidade, o secretário Robinson Almeida, observou a importância das rádios comunitárias e do apoio do governo do Estado às mesmas. “As rádios comunitárias funcionam como uma identidade cultural, cumprindo sua função social de utilidade pública. O governo da Bahia vem se esforçando ao máximo, através de meios legais, para ajudar e apoiar as rádios. Nossa ideia é criar um grupo de trabalho para verificar e estudar alternativas de relacionamento entre o governo e as rádios comunitárias”, disse Robinson.

Jairo Bispo, que tomou posse como novo coordenador executivo da Associação na Bahia, para o período de 2013 a 2016, agradeceu pela oportunidade e falou do desafio em lutar pela democratização da comunicação. “Espero conseguir benefícios para as rádios. Estamos em discussão com o governo da Bahia, através da Secom, sobre um convênio para que as rádios comunitárias possam divulgar as ações do Estado. São 325 rádios outorgadas na Bahia”, apontou.

ABRAÇO

A Abraço está atualmente presente em 24 estados e no Distrito Federal e foi fundada em 25 de agosto de 1996, em Praia Grande, São Paulo, para unificar a luta das rádios comunitárias pela regulamentação do serviço pelo Congresso Nacional, na luta pela democratização da comunicação e pela liberdade de expressão.

 


 

 

 

 

 

A ABRAÇO BA, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RÁDIO COMUNITÁRIA ELEGEU UMA NOVA DIRETORIA NO DIA 26 DE OUTUBRO NO  2º CONGRESSO ESTADUAL DA ABRAÇO BA

              RELAÇÃO DA NOVA DIRETORIA  ABRAÇO - BA

 

 

01- Coordenador Executivo do Estado da Bahia - Jairo Bispo dos Santos - Cidade Água Fria

 

 

02- Coordenador de Finanças: Kamayura Maria de Fátima Belfort Almeida  Saldanha. Cidade - Lauro de Freitas

 

 

03- Coordenador de formação e Inovação Tecnológica: Daiane Valverde de Jesus - Cidade Ouriçangas

 

 

04- Coordenador de Relações Institucionais e Internacionais: Dr. Nicolas Kennedy Santos Cavalcante de Oliveira - Cidade - Salvador

 

 

05- Coordenador Jurídico e Estudos Socioeconomicos: Dr. Aristóteles da Costa Leal Neto - OAB 12.774 Cidade: Lauro de Freitas

 

 

06- Coordenador de Organização e Mobilização:  Benedito Ballio Prado - Cidade Itaberaba

 

 

07- Coordenador de Comunicação e Marketing: Klênio Soares Correia - Cidade Camaçari

 

 

08- Coordenador das Regionais: Alaercio Pereira Leão - Cidade Lamarão

 

 

09- Coordenador de Gênero e Etnia: Arleia Almeida Carneiro - Cidade Mairi

 

 

 

 

 

                                                            Jairo Bispo dos Santos

                                                Coordenador Executivo da Abraço - BA

 

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PORTAL DO CLERISTON SILVA - O portal de notícias de Serrinha e região
  • Suspeitos de assaltar banco em Uauá são mortos em confronto com a polícia
    Redação Portal Cleriston Silva PCS

    Dois suspeitos de integrar a quadrilha que assaltou uma agência bancária e feriu reféns em Uauá foram mortos durante um confronto com a Polícia Militar, na madrugada desta sexta-feira (31). Segundo a polícia, os homens trocaram tiros com uma equipe da Companhia de Polícia de Ações em Caatinga (CPAC), em Patamuté, distrito de Curaçá.

    Os suspeitos, que não tiveram os nomes divulgados, não resistiram aos ferimentos e morreram. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal. Além deles, a polícia faz buscas por outros dois suspeitos que estaria escondidos em uma fazenda na região.

    Ainda de acordo com a polícia, na noite desta quinta (30) três suspeitos foram presos na localidade de Bendegó, em Uauá. Policiais Militares de Uauá, Curaçá e Juazeiro participam a operação para localizar os bandidos.

    Assalto - Doze homens assaltaram a agência do Banco do Brasil de Uauá, a 246 quilômetros de Serrinha, na manhã de ontem. Um segurança do banco e dois clientes ficaram feridos no ataque. Parte da quadrilha roubou um carro, modelo Fiat Strada, e sequestrou os três ocupantes em um povoado próximo à cidade.

    A outra parte do grupo chegou em outro veículo à agência, disparando tiros para o alto e empunhando armas de grosso calibre. Durante a fuga, os assaltantes jogaram parte do dinheiro roubado pro alto.

    "Houve muitos disparos. Parte do grupo ficou do lado de fora, enquanto outros dois invadiram a agência atirando", disse o sargento Carlos Alberto. Os assaltantes atiraram contra o segurança, que foi atingido na perna. Outros dois clientes também ficaram feridos: um alvejado no braço e outro atingido no olho por estilhaços de vidro.

    De acordo com funcionários do banco, os assaltantes chegaram até o cofre, que estava aberto por conta de uma movimentação financeira. Os criminosos fugiram levando cerca de R$ 10 mil. Eles levaram três funcionários como reféns, entre eles o segurança ferido. Os reféns foram abandonados em uma estrada de terra a 5 quilômetros de Uauá. Os criminosos fugiram em seguida. Os feridos foram atendidos em hospitais de Uauá.


  • Grupo intercepta ônibus na estrada e assalta passageiros na BR-116/Norte
    Redação Portal Cleriston Silva PCS 

    Um ônibus interestadual que levava 42 passageiros foi interceptado por assaltantes quando passava pela BR-116 Norte, na saída de Feira de Santana para Serrinha, na madrugada desta sexta-feira (31).

    Segundo a polícia, o grupo de criminosos forçou o veículo a parar depois que o motorista reduziu a velocidade para passar em um quebra-molas na altura do distrito de Maria Quitéria. Todos os passageiros foram saqueados, mas não houve registro de agressão.

    O crime ocorreu por volta das 4h da manhã. O coletivo havia saído de Petrolina e tinha Salvador como destino. Segundo relato das vítimas à polícia, quatro homens estavam com facas e revólveres. Ninguém foi preso.


  • Dois jovens morrem e outro fica ferido em capotamento na BA-131
    Redação Portal Cleriston Silva PCS 

    Dois jovens, ocupantes de um carro de passeio (GM/Classic), morreram no final da tarde desta quinta-feira (30), após o capotamento do veículo na BA-131.

    Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual, o acidente aconteceu, por volta das 17h10, no km 74 da rodovia, trecho compreendido entre os municípios baianos de Caém e Saúde, a cerca de 190 km de Serrinha.

    Ainda de acordo com a PRE, além das vítimas fatais, mais um jovem de de 26 anos, que viajava no carro, sofreu ferimentos leves e foi encaminhado para o Hospital Teixeira Sobrinho, em Jacobina.

    Segundo informações do Blog Braga, os mortos foram identificados como Douglas Gama, 23 anos, conhecido como DJ Shaolim e Sandro Araújo, 26 anos, ex cantor da banda No Beeth. O sobrevivente é o utro DJ, identificado como Rafa Guedes.

    Dois jovens morrem e outro fica ferido em capotamento na BA-131

  • Seca: Conceição do Coité perdeu 80% da safra de inverno de 2014
    Redação Portal Cleriston Silva PCS 

    169 das 417 cidades da Bahia registram situação de emergência no estado





    Manoel Pereira de Souza e Maria do Carmo de Oliveira nasceram no mesmo dia (30 de abril de 1956) e vieram ao mundo com a ajuda da mesma parteira. Como casal, estão juntos há 23 anos. Outro período marcante desses 58 anos de vida é dividido pelos dois: o convívio com a intensa seca no município de Conceição do Coité, a 35 quilômetros de Serrinha, no semiárido baiano.

    Plantações de milho mortas na entrada da cidade sinalizam o cenário de perdas provocadas pelos longos períodos de estiagem. Sem chuvas suficientes para o abastecimento total dos reservatórios, desde 2004, os produtores da cidade contabilizam os prejuízos e tentam administrar as dificuldades que envolvem o convívio com a seca.

    Maria detalha que a chegada dos anos 2000 marca o início de um período que ela denomina como "milênio da seca" na região. "O século passado foi bem melhor do que esse que entrou. [A última chuva capaz de encher todas aguadas e cisternas] tem uns 10 anos, quando papai faleceu. Foi em 2004. Os riachos queriam levar até a gente. De lá para cá, ficou difícil", lembrou

    Para o casal, o verão parece ser a única estação do ano. "No inverno, caíram umas chuvas bem fininhas. Não adiantaram", destaca Manoel. Com as garoas do período, a vegetação superficial vingou produzindo uma sensação visual de prosperidade do solo, só que para os leigos. Conhecido como "seca verde", o fenômeno não mais ilude os produtores.

    Manoel Pereira e Maria do Carmo perderam todas as plantações de milho e feijão


    De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Sintraf) do município, 80% da safra de inverno deste ano foi perdida e 70% das represas, cisternas, açudes, tanques e barreiros estão secos. A prefeitura local atesta os números e alerta que praticamente todos os mananciais estão operando abaixo do nível na região. Por conta da situação, o município integra a lista de 169 das 471 cidades baianas que estão situação de emergência devido a estiagem.

    Na comunidade de Cansanção, onde vivem cerca de 70 famílias do município, Manoel pouco lucrou ou consumiu da última colheita, em setembro. O trabalho pesado da roça rendeu apenas no aproveitamento de 20% de tudo o que foi plantado. De 20 sacas de feijão esperadas, apenas uma vingou.

    As raspas da mandioca colhida serviram apenas para alimentar os animais, já que o pouco obtido não tinha qualidade de comercialização. "É uma história de convivência com a seca. Há um bom tempo, o que se planta não se colhe. Esse feijão aqui [espalhado no chão do quintal] foi comprado", evidencia o produtor a crise vivida, inclusive, na colheita para consumo próprio.

    Maria do Carmo acredita que região vive o 'milênio da seca'


    Foi neste cenário que os produtores rurais criaram dois filhos e, mesmo diante de severas restrições, ofertaram a ambos a oportunidade de formação escolar.

    "Todo dia me lembro da dificuldade para manter na escola. Eles ajudavam nos trabalhos [no campo], mas não deixamos que isso atrapalhasse nos estudos", ressalta Maria do Carmo. Com o filho mais velho morando em Salvador e a mais nova, de 20 anos, estudando geografia na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), ela destaca com orgulho as conquistas obtidas diante da forte restrição econômica imposta pela seca. "Nós ficamos sem as coisas para mantê-la [na universidade]", diz a mãe.

    Raspas da mandioca espalhadas na varanda só foram usadas na alimentação dos animais


    Com 80% das plantações perdidas, além da fragilidade de saúde causada pela policitemia, doença caracterizada pelo excesso de células vermelhas no sangue, Manoel explica que os programas sociais, como as bolsas estiagem e família, são socorros providenciais durante os períodos de pouca chuva.

    "É o que tem ajudado. Nessa geração, tem que ter paciência pra viver no semiárido", admite. Com duas cisternas abastecidas com menos da metade da capacidade, o casal aguarda com ansiedade a possibilidade da "trovoada de novembro", que é uma chuva capaz de fazer transbordar os reservatórios. As expectativas são mantidas, mesmo diante da imprevisibilidade meteorológica.

    Meio à seca, plantação de abbóbora também não vinga na propriedade de Manoel


    Administrar a pouca água é um desafio diário. "É fazendo economia. Não desperdiçando. Não jogando de qualquer forma, mas limpando mais com o pano. Também deixamos de molhar o que não está produzindo", conta Maria do Carmo. Fora isso, Manoel Pereira destaca a existência do compartilhamento de água com os moradores que, devido à estiagem, veem as cisternas secarem.

    “Um tem que ajudar o outro. Não tem como negar água, né? Sem água não há vida”, atesta. Mesmo com as dificuldades, o casal de produtores rurais nunca pensou em deixar o município. "Pra falar a verdade, eu não penso. Apesar dos pesares, até o momento não passou pela minha cabeça”, ressalta Maria do Carmo.

    70% das aguadas, cisternas, barreiros e tanques estão secos na zona rual de Coité


    Assim como atestado por Manoel e a esposa, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Sintraf) do município afirma que as tecnologias de convívio com seca são fundamentais nos períodos de estiagem. Conforme o técnico de agropecuária Urias Rios de Oliveira, que atua no Movimento de Organização Comunitária (MOC), ONG que presta auxílio aos produtores rurais, além das cisternas ofertadas por meio de programas federais, os moradores da região receberam auxílio na construção de canteiros econômicos propícios para a plantação de verduras e hortaliças, que favorecem a manutenção da agricultura de subsistência. “Quem não tem essas tecnologias não tem como produzir”, afirma Urias.

    Manoel Pereira nada aproveitou da plantação de milho na safra de inverno


    Êxodo Rural - Nas proximidades do distrito de Cansanção, no município de Conceição do Coité, onde moram Maria e Manoel, os produtores rurais do quilombo "Maracujá" também enfrentam dificuldades relacionadas aos longos períodos de estiagem. De acordo com o presidente da associação de moradores da comunidade, Hélio Oliveira, de 26 anos, mesmo com as tecnologias que permitem o convívio com a seca, os prejuízos aos produtores são inevitáveis. “Viver aqui é muito difícil. Quando chega um período desse, então. A minha família perdeu a plantação de milho e feijão completamente. Aqui todo mundo perdeu”, destaca Hélio.

    Por causa da alta demanda, carro-pipa chegou na casa de Vilma após um mês


    Segundo o produtor rural, que mora com pais e irmãos, a família perdeu toda a produção na safra de inverno. Das sete sacas de feijão e 15 de milho esperadas, nenhuma rendeu. Neste cenário de perdas, Hélio explica que a saída para a maioria dos trabalhadores são os programas sociais e o trabalho em funções distantes do campo. “Às vezes, a saída é trabalhar fora. Em Coité [na sede do município], em Salvador. Tem muita gente que vai para São Paulo também. Se for ver bem, talvez, tem mais gente daqui em são Paulo do que os que são daqui e residem aqui. Quem está lá, ajuda quem está aqui. Se não for assim, fica difícil”, argumenta.

    No contexto local, Hélio explica que o abastecimento das cisternas com carros-pipa é um serviço indispensável. “Agora, tá um pouco complicado, porque não tem como colocar [água por meio dos carros-pipa] em cada casa. Então, coloca em um ponto e as pessoas vão pegar naquele ponto para atender a comunidade inteira”, explicou. Conforme a prefeitura local, desde o início do ano, não houve paradas de abastecimento de carros-pipa na zona rural. A grande demanda, entretanto, tem atrasado alguns atendimentos. A cota é de 25 veículos por dia, e o serviço custou ao município R$ 252 mil entre janeiro e julho.

    Estiagem levou casal Teônia Lopes e Genivaldo Pereira a trazer fécula do Paraná para produzir beiju em Coité


    Foi o que aconteceu com Vilma Ferreira dos Santos, de 36 anos, que também reside no quilombo "Maracujá". O G1 acompanhou a chegada de um carro-pipa na residência onde a dona de casa mora com a família. “Estou com a cisterna seca já há um mês e tanto. Aqui, as pessoas ainda têm um pouquinho da água das chuvas nas cisternas. Só que a minha estava meio suja, lavei, aí ficou sem. Pedimos na prefeitura, aí conseguimos. [Pedi] tem mais de um mês, mas é porque está abastecendo muitos lugares também e estão priorizando as casas que têm pessoas deficientes. Aí, demorou um pouco”, detalhou.

    Por causa dos prolongados períodos de estiagem, Vilma explica que a família quase não produz mais alimentos. “Aqui chove, mas é sempre pouco. Aí não dá nada. Está tudo aí morrendo. Aqui perde sempre [plantações]. A gente nem planta mais. Aqui planto mais milho, ultimamente. Feijão mesmo não planto mais”, explicou.

    Fécula do Paraná - No Povoado de Onça, também na zonal rural de Conceição do Coité, a estiagem alterou a dinâmica de produção de beiju na residência de Teônia Lopes, de 50 anos. Devido a limitada oferta de mandioca na região, consequência da pouca chuva que cai na localidade, ela tem comprado fécula do estado do Paraná. “A gente compra e mistura com a nossa”, detalha.

    70% das aguadas, cisternas, barreiros e tanques estão secos na zona rual de Coité


    Apesar da estiagem, Teônia afirma que as pequenas garoas do inverno possibilitaram o desenvolvimento da "tarefa de mandioca" plantada nos terrenos da família, que corresponde a 0,43 hectare. “Em 2011, não teve. Em 2012, também não. Em 2013, a gente conseguiu colher um pouco", disse. O medo em casa é que a seca vivida volte e a esperada trovoada de novembro, que é capaz de transbordar as cisternas e aguadas na região, não ocorra. “Se chover, a gente ganha tudo [da atual plantação de mandioca]. Se passar mais meses sem chover, a gente vai perder”, explica Genivaldo Pereira, de 50 anos, marido de Teônia.

    Resistindo ao período de estiagem, Genivaldo mostra como o tempo seco afeta a qualidade da mandioca. “Tá vendo aqui? Essa raiz só tem uma mandioca. Às vezes, chega a ter oito”, detalha. De acordo com a secretária de Políticas Agrícola e Agrária do Sintraf, Hilda Mercês, o impacto da seca na produção tem afetado o comércio do município. “Chuva boa é aquela em enche os tanques e possibilita a produção de alimento nas roças. Infelizmente, há tempo essa chuva não cai na região e as plantações não têm prosperado. Isso tem alterado o movimento na feira, que tem diminuído”, relatou.

    Crise do Sisal - A 26 quilômetros de Conceição do Coité, os moradores do município de Valente, que têm como fonte principal de economia a produção de sisal, também aguardam com ansiedade a "trovoada de novembro". O sisal é uma planta mais resistente ao clima seco e usada pela indústria de cordas e tapetes pela sua dureza.

    Após ter enfrentado um período de três anos praticamente sem chuvas (2010-2013), que levou a região a enfrentar uma crise de abastecimento, o medo da população é que os efeitos da estiagem sejam agravados. “Ainda vivemos o reflexo da última seca. Agora, está recomeçando tudo. Em 2014, houve umas chuvas no início do ano e no inverno choveu pouco. Todo mundo está traumatizado e já está com medo”, destaca Gerlândio Oliveira, gerente administrativo da Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (Apaeb).

    Valente já produziu 500 toneladas de sisal por mês; hoje não produz 100


    Moradora da comunidade de Barriguda, Nilza Lima, de 53 anos, mostra que o terreno onde trabalha já enfrenta problemas com a estiagem. "Tem muito sisal morrendo. Ele não está resistindo a falta de chuvas", comentou. Acompanhado de Gerlândio Oliveira, o G1 visitou a localidade e atestou a mortandade da espécie na localidade. "O sisal está bem falhado e com grandes espaçamentos. Aqui, 60% já deve ter morrido", alertou.

    Além da seca, a plantação do local está enfrentando uma praga conhecida como "Podridão Vermelha", doença causada por um fungo. "Quando você está imunologicamente frágil, não fica mais suscetível a doenças? O mesmo ocorre com o sisal. Frágil por conta da falta de chuvas, a plantação foi atingida por essa praga", considerou.

    Segundo Gerlândio Oliveira, a produção de sisal no município já chegou a ser de 500 toneladas por mês na década de 90. Hoje, ele detalha que a produção não chega a 100 toneladas. "Estamos no aguardo da trovoada de novembro. No ano passado, essa chuva amenizou os prejuízos. Nosso medo é que a seca volte com tudo outra vez. Convivemos ano a ano com essa preocupação", concluiu. (Fonte: G1)

    Antes tomado por sisal, terreno tem plantação irregular e com espaçamentos

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